Para quem quer comer muito bem, pegar uma brisa da esquina de NYC e ouvir italiano ao seu redor, aqui está a dica. Pizzeria numero 28. Nossa! Me dá até calafrio de lembrar!
Eu tinha decidido jantar legal esse dia, daí resolvi ir ao Dean and Deluca. Mas chegando lá eu dou de cara com a porta. O Dean fecha às oito da noite e eu cheguei no Soho às dez e pouco. Desesperada entrei num taxi e pedi por uma pizza que eu tinha ouvido falar e o taxista resmungou dizendo que não conhecia esse lugar. Porém, por força de Deus, o taxista falou que aquele lugar ele não conhecia, mas ele conhecia a melhor pizza de NYC. Pensei comigo mesma que se ele estivesse certo, a melhor pizza de NYC dava pro gasto.
Ele me soltou em uma rua fechada no Soho. A noite tava mais fresca, com um ventinho agradável. E no meio da rua tinha um restaurante italiano, de forno de tijolo, cheio de italianos cantando aquela língua linda. Ali era o meu lugar... Viva o taxista indiano do taxi fedido! Esperei um pouquinho para receber uma mesa e enfim sentei. Todo mundo a minha volta comia prosciutto, mozzarella, pomodori e burro! Todos os italianos que moram em NYC vão comer pizza lá segundo o chefe do restaurante. Ahhhhhhhhhhh, a Itália era ali. Eu nunca fui a Itália, mas pra mim era ali.
O garçom me atendeu com um inglês napolitano. Ele era o filho do dono. Um doce. O pai dele é um senhor inteirão italianão baixinho que fica sentado num banquinho observando e ouvindo a conversa de todos. No maior estilão mafioso. O filho dele quando me atendeu logo me perguntou de onde eu era. E o velho puxou o banquinho mafioso pra perto de mim.
Brasiliana- disse eu. Achando que ia abalar. O italiano correu pra cozinha e me trouxe o chefe do restaurante. Um brasileiro apaixonado por buchada de bode, mozzarella e NYC. Conversamos um bocado e ele fez a melhor pizza que eu poderia ter comido aquele dia. Comi aquela pizza de alcachofra, muçarela e presunto parma. Tudo isso acompanhado de uma água Pelegrino. Viva a Itália, viva o Brasil, viva NYC e viva a globalização. A pizza era enooooooooorme e a conta não deu mais de trinta dólares. Um sonho a noite. Molto buona e bella! Eu me senti a Liz Gilbert de "Comer, rezar e amar!" Agora eu entendi porque ela engordou tanto na viagem a Itália. Ainda bem que só descobri esse lugar já no final.
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